A Helisolutions - empresa de venda compartilhada de helicópteros por intermédio de cotas inaugura hoje a base de operações no Rio de Janeiro com a expectativa de aumento em 50% em seu faturamento em relação a 2003, quando obteve R$ 4,5 milhões. O resultado em 2003 foi cerca de 10% superior a 2002.
A nova base de operações vai funcionar no Aeroporto de Jacarepaguá e a meta inclui a expansão dos negócios em São Paulo, mercado em que atua desde 2000, e em Campinas, cuja base será inaugurada em março, e no Rio. A empresa também pretende ampliar as operações para Salvador e Porto Alegre, possivelmente em 2004. "A idéia é formar uma rede nacional", afirmou o presidente da Helisolutions, Walterson Caravajal Jr., sem estabelecer prazos.
A Rio Bravo Participações, do ex-presidente do banco central, Gustavo Franco, e associada à Securitas Capital, LCC (Swiss Reinsurance Company), participa como sócia da empresa, que tem ainda como sócios a Audi Helicópteros e a Phoenix Strategic Financial Advisors.
Cotas
O Grupo também pretende retomar as atividades da Jetsolutions, de venda compartilhada de jatos executivos, lançada em 2001. De acordo com Caravajal, será concluído até março um modelo para viabilizar financeiramente a venda de aeronaves por cotas. Devem participar como parceiras do empreendimento a Embraer com o Legacy e TAM, que representa o CJ2 da Cessna. "Estamos em negociação", disse o executivo, que assumiu em julho a presidência da empresa, depois de chegar a gerência geral de planejamento estratégico da Varig, onde trabalhou por 17 anos. "Nosso projeto é estar no mercado abaixo do México", revelou.
O conceito da venda compartilhada (Fractional Ownership) prevê que cada comprador pague o equivalente a 10% do preço do helicóptero e divida os custos de manutenção da aeronave. Cada cota dá direito ao co-proprietário de utilizar o helicóptero até 10 horas por mês. O custo de utilização por hora é de R$ 975,44.
Manutenção
No Rio a Helisolutions vai comercializar o EC120 Colibri, com capacidade para quatro passageiros, além do piloto. O preço de cada cota é de US$ 143.610 mil, cada helicóptero custa cerca de US$ 1,43 milhão e a taxa de manutenção a ser paga mensalmente por cotista é de R$ 7 mil, contra R$ 34 mil no caso de propriedade exclusiva. A taxa inclui gastos com seguro, hangaragem, IPVA e reciclagem de tripulação.
Já temos uma lista de clientes potenciais no Rio que nos deixa tranqüilos em saber que os que faltam não demorarão a aparecer, disse o executivo.
A princípio, será utilizado um helicóptero da frota de São Paulo, além de uma aeronave de Backup. Depois de um certo número de cotas, a empresa vai fazer as aquisições para o Rio. Caravajal acredita que até o fim do ano duas aeronaves estejam operando no Rio. "Acreditamos que no mercado do Rio metade das horas de vôo terá uso corporativo e a outra metade será para lazer", disse. A possibilidade de clientes de São Paulo utilizarem a rede de helicópteros no Rio e vice-versa é uma das grandes apostas da empresa.