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Propriedade Compartilhada by Helisolutions
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HeliSolutions - Um Bom Negócio Para Empresas

Aero Magazine : Mercado - 1/8/2004

Compra de Cotas de Aeronaves pode ser um bom negócio para empresas que não têm condições de operar um aparelho próprio - 


O programa de propriedade compartilhada, ou fractional ownership, é a operação que mais cresce no mercado de aviação executiva. Hoje, cerca de 35% das aeronaves executivas vendidas no mundo são adquiridas por meio de compras compartilhadas. O conceito, criado em 1986, nos Estados Unidos, pelo fundador da Netjets, Richard Santulli, é simples, em vez de comprar um jato executivo, o cliente adquire uma fração do avião, o que lhe permite usar a aeronave - ou outra similar - por um certo número de horas anualmente. O dono da cota também não precisa preocupar-se com o gerenciamento da aeronave, que é executada pela empresa da fractional. A operação eu oferece uma vantajosa relação custo-benefício aos usuários, é a responsável pela popularização crescente do transporte aéreo privado entre executivos. Isso porque a compra compartilhada é uma boa opção para companhias que não têm condições de operar uma aeronave própria. "Quando o investimento em uma aeronave cai de US$ 4 millhões para US$ 400 mil, o leque de possíveis compradores aumenta", analisa Adalberto Febeliano, vice-presidente da ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral).


A novidade, que já existe no Brasil há pouco mais de quatro anos, vem fazendo sucesso. A única diferença é que o programa brasileiro de propriedade compartilhada é restrito a helicópteros. O que não é muito comum em outros países. São raras as empresas de fractional de helicópteros no mundo. "O uso compartilhado só se justifica em cidades como São Paulo, onde o executivo tem problemas com o trânsito e a violência", explica Rogério Andrade, diretor financeiro da HeliSolutions, única empresa de fractional da América Latina. Diante da boa aceitação do negócio, a HeliSolutions pretende lançar em breve o programa JetSolutions, que irá disponibilizar turboélices e jatos de pequeno porte.


A HeliSolutions funciona como uma administradora de programas de propriedade compartilhada. O cliente compra uma fração correspondente a 10% da aeronave e tem direito a dez horas de vôos por mês. O usuário compra quantas cotas necessitar e pode revende-la a qualquer tempo. Além da aquisição da cota, o proprietário paga mensalmente um valor correspondente a despesas fixas, como hangaragem, seguro, tripulação, documentação e administração da aeronave. Há ainda o custo de combustível e reserva da manutenção futura por casa minuto de vôo. "Quem voa mais, contribui mais para a manutenção", explica Andrade. Para reservar um vôo, o proprietário precisa ligar para uma central de atendimento com seis horas de antecedência. "A tripulação é bem-treinada e não aceitamos pilotos com menos de mil horas de vôo", assegura Andrade. "Preparamos a comissária a partir de uma ficha preenchida pelo cliente", complementa.


Segundo a HeliSolutions, a redução com despesas fixas é de 82% em relação à propriedade exclusiva. "Isso sem falar dos valores agregados, pois o proprietário não tem de se preocupar com aspectos burocráticos e operacionais", esclarece o diretor financeiro. Ele garante que o cliente sempre terá uma aeronave disponível. "Além disso, temos acordos comerciais com inúmeros helipontos", diz Andrade. A frota da HeliSolutions é de 11 helicópteros, seis pertencentes a grupos de proprietários e cinco de proprietários particulares. São modelos Esquilo AS 350 B3, Colibri EC 120 e Robinson R-44. A empresa tem aproximadamente 100 clientes. Alguns usuários possuem mais de uma cota e algumas cotas pertencem a mais de um usuário. O perfil dos clientes varia. São artistas, banqueiros, profissionais liberais, empresários, entre outros, todos voando no eixo Rio-São Paulo.


As bases de operações da HeliSolutions são em São Paulo e no Rio de Janeiro. "O usuário de São Paulo pode usar sem custo adicional aeronaves hangaradas no Rio e vice-versa, esclarece Andrade. Uma operação comum da empresa é pegar um executivo na Avenida Paulista, leva-lo até o Aeroporto de Congonhas, transportá-lo até a sala de embarque, onde seu check-in já está feito. Chegando no Santos Dumont, a operação é a mesma e o executivo é levado de helicóptero do aeroporto até o local de reunião. A empresa tem planos de abrir novas bases em Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Porto Alegra (RS), Campinas (SP) e outras cidades do interior paulista. O mercado deve crescer bastante. Para o diretor da HeliSolutions, o principal desafio é a barreira cultural. "As pessoas querem a posse exclusiva da aeronave e se esquecem que a operação é mais importante", pondera Andrade. Mas o executivo afirma que os usuários fazem a divulgação do negócio e acabam trazendo novos clientes. A HeliSolutions oferece um programa de financiamento em 36 meses. Para comprar a cota de um Robinson R-44, por exemplo, o cliente desembolsa uma entrada no valor de R$30.000,00 e paga mais 36 parcelas mensais de R$ 5.000,00.


"A Propriedade Compartilhada é um segmento maduro nos Estados Unidos e na Europa com quase 20 anos. As três maiores empresas de fractional norte-americanas têm juntas uma frota de mil aeronaves e mais de sete mil clientes", informa Andrade. Nos Estados Unidos, os clientes são empresas privadas (50%), pessoas físicas (20%) e empresas públicas (30%). No Brasil, 85% dos usuários são empresas privadas e 15%, pessoas físicas. As principais empresas atuantes no mercado internacional de fractional são: Netjets, Flight Options, Bombardier Flexjets, AvShares, Citation Shares, Jet Linx, Jet One e Planesense. A Netjets é a maior empresa de fractional do mundo. Tem bases nos EUA, na Europa e no Oriente Médio. Recentemente, a empresa fez uma encomenda de 20 Hawker 800XP e outros 20 Hawker 400XP, que são entregues entre 2005 e 2007. O valor da compra exede US$ 300 milhões. Detalhe: desde o final de 2003, a Netjets e a Raytheon já haviam negociado a entrega de outros 50 Hawker 400XP e dois Hawker 800XP, além da assinatura de um acordo de manutenção por dez anos para os modelos Hawker 100, 800XP e 400XP, transações avaliadas em US$ 1 bilhão.


O avião brasileiro Legacy Executive da Embraer entrou no promissor mercado de fractional internacional com a entrega de quatro aeronaves para a Flight Options. "O conforto, o desempenho e confiabilidade e a economia do Legacy Executive fazem dele a escolha natural para o mercado de propriedade compartilhada, colocando-nos ao alcance de um universo novo de clientes em potencial", celebra Antônio Pires Monteiro, vice-presidente executivo corporativo e de relações com investidores da Embraer. A Flight Options possui uma frota de mais de 200 aeronaves como King Air, Beechjet 400 A, Hawker 800, Hawker 400XP, CitationJet, Citation V, Citation 650, Citation X, Falcon 50, Challerger 601, Gulfstream IV e agora o Legacy da Embraer. "O Legacy terá uma importante contribuição para nossa frota de aeronaves com cabines mais espaçosas. A aeronave proporciona desempenho, alcance e conforto de uma aeronave de classe superior com um custo de um super mid-size", declara Jonh Nahill, diretor-presidente da Flight Options.

   

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