Home : Swift Aviation Group

Propriedade Compartilhada by Helisolutions
Noticias 

HeliSolutions - Sobrevoando o caos

Revista Leaders - 1/2/2005


Estava certo o anacrônico Barão de Itararé: há mesmo algo no ar além dos aviões de carreira. Pelo menos nas metrópoles brasileiras, os céus são domínio de uma frota de helicópteros que bate recordes a cada ano e já rivaliza com Nova york e Tóquio no ranking dos maiores engarrafamentos aéreos urbanos do planeta.


A superação da marca de mil helicópteros registrados no Brasil deve acontecer ainda em 2005. Depois de passar 2003 com uma renovação mínima da frota, quando apenas 27 novas aeronaves foram incorporadas (e 12 retiradas de circulação), o menor número desde 1996, 2004 marcou a volta do crescimento no setor. No final do ano passado, o Departamento de Aviação Civil (DAC) registrava 975 helicópteros habilitados no País.


Mais do que um luxo, o helicóptero transformou-se em necessidade quase diária para muitos empresários - que preferem a tranquilidade (impossível a simples mortais) de atravessar a cidade pelo alto ao cada vez mais caótico trânsito de carros, ônibus caminhões e motociclistas em polvorosa.


E os empresários do setor, diga-se, têm ajudado bastante para o crescimento da frota nacional. Atualmente, além de comprar um helicóptero novo ou usado, é possível aos interessados alugar por hora, adquiri-lo via leasing ou em sistema de pool no qual vários proprietários dividem o mesmo aparelho.


As opções para subir aos céus são também muitas: uma aeronave nova tipo Robinson 22, com capacidade para apenas um passageiro (além do piloto, claro!), custa cerca de US$ 230 mil - pouco menos que a nova Ferrari 612, por exemplo. Mas há os helicópteros realmente top de linha, como o Dauphin EC 155, que sai por cerca de US$ 10 milhões e leva, confortavelmente, até 13 passageiros mais bagagem.


"Não importa o preço", revela um proprietário que prefere o anonimato. "Não se trata de um brinquedo para iniciantes". Ele se refere ao fato de que adquirir um helicóptero por status, na maioria absoluta das vezes, é um péssimo negócio.


"Existem dois motivos para se ter um helicóptero: paixão, e aí o preço é o menor dos problemas; e necessidade", explica. Qualquer outro motivo deve ser repensado. Principalmente se o futuro proprietário preferir o sistema de leasing. A conta é bastante simples: imagine, por exemplo, um Bell 407, capaz de elvar em segurança seis passageiros além do piloto. Trata-se de um equipamento de médio porte, com custo em torno de US$ 1,5 milhão. Se o comprador optar por um leasing, a conta mensal por chegar facilmente, aos US$ 30 mil. O leasing propriamente dito sai por cerca de US$ 19 mil mensais; adicione a isso o salário do piloto (algo em torno de US$ 3 mil mais encargos sociais, o que duplica a fatura); agora, junte o seguro ( US$ 2 mil, em nome da empresa, no caso a Bell) e a garagem ( cerca de US$ 1,5 mil). Vamos levar em consideração que você o utilize por 20 horas/mês, o que é uma média "boa, ma non troppo": isto significará mais uns US$ 2 mil. Acrescente outros US$ 1 mil de óleo e faxina. Ah, e não podemos esquecer as revisões obrigatórias. Fez as contas? Bom, já ultrapassamos a barreira inicial dos US$ 30 mil. Não é, com certeza, o ideal de diversão que o empresário tem em mente... Para helicópteros mais baratos, pode até ser uma boa saída; porém qualquer aeronave mais parruda pode-se transformar em uma desatada sangria financeira para o comprador.Até porque, dependendo do gasto mensal, é mais fácil comprá-lo em sistema de pool.


Na opinião do comandante Ricardo Gobbetti, diretor da Global Táxi Aéreo, a compra só é um bom negócio se o proprietário voa mais de 30 horas mensais. "Voar menos do que isso significa um custo/benefício muito ruim", ensina. A saída, na maior parte das vezes, é o aluguel puro e simples. A locação de um helicóptero custa cerca de US$ 1 mil por hora. É caro, com certeza, mas absolutamente mais em conta, principalmente se você for um passageiro de ocasião.


Já o sistema de pool, sucesso no mundo inteiro pelo baixo investimento, vem ganhando fãs também no Brasil. O "Fractional Ownership", como é conhecido lá fora, funciona em regime de cotas, cada uma equivalente a 10% do preço total da aeronave. Pioneira nesse segmento no País, a HeliSolutions dispõe de diversos modelos, entre eles o Robinson R44, para três passageiros, mais o piloto), cuja cota fica na faixa dos US$ 53 mil. Outro preferido pelo público é o Esquilo AS 350 B3, que leva cinco passageiros (além do piloto) e sai por menos de uss4 220 mil a cota. "Mesmo para as empresas, os custos de aquisição e operação de uma aeronave são muito elevados", conta Walterson Caravajal Jr., diretor da HeliSolutions. "Esse é um dos fatores mais importantes do Programa de Propriedade Compartilhada: dividir custos e multiplicar soluções".


Uma opção intermediária pode ser a compra de um helicóptero usado. Mas é preciso se certificar que o barato não vai sair caro no médio prazo. Uma aeronave para até quatro passageiros custa cerca de US$ 500 mil. O problema, em alguns casos, é o preço das peças. Um compressor de turbina, por exemplo, pode sair por US$ 90 mil dependendo do modelo. E aí, voltamos ao cenário de desassossego financeiro!


SEGURANÇA NO MANCHE


Marco Antonio Audi, representante da Robinson no Brasil, uma das marcas mais importantes do mundo quando o assunto é a célebre invenção de Leonardo da Vincci, destaca outro ponto fundamental na aventura de ter um helicóptero: a contratação de um piloto com experiência. "Além do equipamento, é preciso que o homem do manche tenha muitas horas de vôo", ensina. Dono da Audi Helicópteros, ele sabe que, apesar de o mercado brasileiro contar muitos bons pilotos, a realidade é que o piloto de uma aeronave, na maioria das vezes quer ter o prazer de comandar as próprias viagens. Como tudo que é bom na vida ("e é mesmo uma sensação divina"), custa algum dinheiro e requer comprometimento total.


Em seis meses é possível tirar um brevê; para ser piloto é preciso mais seis meses. Cada hora de aula sai por cerca de R$ 600,00; para ter o brevê em mãos são necessárias 50 horas de vôo. Se o proprietário quiser pilotar pessoalmente, e sozinho, aí são outras 150 horas de vôo monitorado. Na ponta do lápis, estamos falando em um investimento de aproximadamente R$ 120 mil. Bem, para quem já gastou no mínimo US$ 230 mil, não chega a ser exatamente um absurdo... O ponto central, de fato, é o curso propriamente dito, composto por cinco matérias-chave: conhecimentos técnicos de aeronaves; meteorologia; navegação aérea; regulamentos de tráfego aéreo; e teoria de vôo. Esta última diz respeito ao entendimento de como a máquina que o piloto tem em mãos é capaz de se sustentar nos ares - um desafio para a física e, convenhamos, para o bom-senso.


Uma vez que o empresário se decidiu pela aquisição (por qualquer das vias acima descritas) é hora de fazer valer o investimento. Além das viagens entre escritórios, clientes, fornecedores, etc., o maior barato de quem tem um helicóptero é a imensa gama de possibilidades de lazer. E não estamos falando só da decantada fuga do trânsito rumo ao litoral...

   

SAC - Helisolutions - (11) 2117 2120
Solicite a visita de um de nossos consultores.





Order CD Brochure

Press Kit