Por baixo, São Paulo está se tornando uma cidade inviável. Se o trânsito infernal está afetando a vida de todo paulistano, imagine-se o prejuizo causado pela perda de preciosas - e às vezes milionárias - horas na vida de grandes executivos ou empresários, para que o tempo é ouro. Por isso, estratégias de gestão do tempo são hoje instrumentos essenciais na vida corporativa. E em relação ao caos do trânsito, a opção de usar um helicóptero para os deslocamentos necessariamente ágeis, em que qualquer perda de tempo resulta em danos à corporação, vai deixando de ser um sonho de consumo para se tornar uma realidade.
Uma empresa paulista chamada HeliSolutions introduziu no Brasil, em 2001, uma solução - já consagrada em outros países - que torna viável essa idéia luminosa. É a Propriedade Compartilhada. O sucesso foi tão grande que a HeliSolutions tornou-se a maior empresa do mundo, nesse segmento de gestão, no segmento helicóptero. Como explica o diretor da empresa, Rogerio Andrade, até mesmo para uma empresa de sucesso os custos de aquisição e operação de uma aeronave são extremamente elavados.
O aluguel também se torna operacionalmente inconveniente, se a necessidade de vôo for constante. A alternativa da Propriedade Compartilhada permite ao cliente comprar uma ou mais quotas de um helicóptero, dependendo da sua necessidade de uso. Cada quota equivale a 10% da aeronave e dá direito a 10 horas de vôos por mês. Além do custo de aquisição da quota, o cliente paga uma taxa fixa de manutenção e mais os custos - apenas os custos - da hora voada. Com uma frota hoje composta por onze aparelhos (cinco compartilhados, do Ribinson 44 ao Esquilo e seis na modalidade gestão), a HeliSolutions tem sempre uma solução sob medida para cada empresa ou executivo.
SEMPRE VANTAJOSO
Além das vantagens financeiras, Rogério ressalta que, em termos de comodidade, a Propriedade Compartilhada é mais conveniente que a propriedade exclusiva. Mesmo quando o aparelho do qual o empresário tem cotas está em manutenção ou em uso por outro sócio, seu vôo é garantido por outras aeronaves. "Temos o compromisso de atender nossos cotistas em 100% de suas solicitações", ressalta Rogério. A cota mínima de 10 horas pode parecer insuficiente, mas quem está familiarizado com aviação sabe que, em linha reta, pode-se atravessar São Paulo de helicóptero em 10 minutos. "Na prática, com uma cota de 10 horas dá para se fazer um vôo de 20 minutos por dia, durante os 30 dias do mês", calcula Rogério, dando um exemplo do que significam 10 horas voadas sobre a cidade. "E, é claro, com um ganho de tempo que compensa plenamente o investimento inicial e os custos". O cliente só paga as horas efetivamente voadas. E pode adquirir tantas cotas de 10% quanto forem adequadas à natureza de seus negócios. Para se ter uma idéia de custos da Propriedade Compartilhada, uma cota inicial do Robinson 44 sai por 52 mil dólares, com uma taxa mensal de custo da ordem de R$ 4.300 e R$ 600 por hora voada. Isso dá um custo/ mês entre R$ 7.000 e R$ 10.000. Como se percebe, voar - e ganhar com isso - nunca foi tão fácil.