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Propriedade Compartilhada by Helisolutions
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Helisolutions abre base no Rio de Janeiro

Webtranspo - Aéreo - 6/2/2004

São Paulo - A paulista Helisolutions, especializada na venda e administração de frotas de helicópteros em propriedade compartilhada (fractional ownership) abriu ontem sua primeira filial, baseada no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A sede original da empresa fica no Campo de Marte, aeroporto da Zona Norte de São Paulo.


"Já temos um helicóptero EC-120 Colibri parcialmente comercializado no Rio. A operação em Jacarepaguá começa, portanto, com dois aparelhos, o Colibri e seu back up, um Bell Jet Ranger", diz o gaúcho Walterson Fontoura Caravajal Jr., 48 anos, presidente da Helisolutions. Caravajal explica que o sistema de propriedade compartilhada, que em sua fórmula mais comum divide um aparelho entre dez proprietários, precisa manter um certo número de aparelhos de back up para o caso de dois ou mais co-proprietários do mesmo helicóptero precisarem voar no mesmo horário.


A Helisolutions, pioneira em fractional ownership no Brasil, tem como sócios a Audi Helicópteros, de São Paulo, a Rio Bravo Participações e a consultoria financeira Phoenix Strategic Financial Advisors. A empresa, fundada há três anos, já administra a operação de onze helicópteros compartilhados em São Paulo, dos modelos EC-120 Colibri e AS 350 83 Esquilo, ambos da Eurocopter, e Robinson R44. Para estabelecer a base do Rio de Janeiro, a Helisolutions fechou acordos com a Riana, empresa carioca de táxi aéreo e manutenção de aeronaves, e a SATA, organização de serviços aeroportuários pertencente ao grupo Varig. 


A Helisolutions está investindo US$ 3 milhões nas instalações e em dois helicópteros Colibri que servirão à nova base. "O Rio é o segundo maior mercado de helicópteros do País, só superado por São Paulo", diz Walterson Caravajal, justificando a abertura da base de Jacarepaguá.
Com uma frota em torno de150 aparelhos e boa infra-estrutura de 50 helipontos homologados, a capital fluminense atrai um número crescente de vôos com origem em São Paulo para destinos como Angra dos Reis, Búzios, Petrópolis e Teresópolis. "A idéia é desenvolver uma forte sinergia entre as operações fluminense e paulista, garantindo o atendimento dos clientes dos dois estados nas duas bases" explica Caravajal. Ele observou que um número considerável de empresários e executivos do Rio de Janeiro deslocam se para São Paulo para, dali, alcançar Campinas, São José dos Campos ou as cidades do ABC paulista. "Queremos receber nossos clientes do Rio na porta do avião, em Congonhas, para levá-lo de helicóptero - aliás, no seu próprio helicóptero - até o destino final e, de lá, de volta ao avião. O mesmo valerá para o co-proprietário que for de São Paulo para o Rio". diz Caravajal Jr.

A quota de 1/10 de um EC-120, helicóptero para quatro passageiros, monoturbina de última geração, custa US$ 143,6 mil. A taxa de manutenção, que inclui hangaragem, pilotos e treinamento de equipes técnicas, é de R$ 7 mil mensais. O preço atual da hora de vôo é de R$ 965,00, mas o cliente só paga o tempo real voado. (Roberto Manera)

05/02/2004 - Jornal Gazeta Mercantil

   

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